O grupo parlamentar do CHEGA na Assembleia da República acusou o governo de Luís Montenegro de promover uma nova discriminação contra os estudantes das regiões autónomas.
O partido deu entrada no parlamento de um projeto que recomenda a adaptação do novo regime de ação social no ensino superior às especificidades da Madeira e dos Açores. Segundo Francisco Gomes, deputado do CHEGA eleito pela Madeira, o novo regime considera como estudante deslocado apenas quem reside a mais de 50 quilómetros em linha reta do estabelecimento de ensino.
Para o CHEGA, este critério ignora a realidade insular e poderá excluir muitos estudantes madeirenses e açorianos de apoios essenciais. A iniciativa recomenda ao executivo a revisão do regime, criando critérios específicos para as regiões autónomas que garantam que a insularidade não se torna um fator de discriminação.
