O presidente do Chega Madeira, Hugo Nunes, alertou para a "grande carência" de técnicos especializados no apoio a pessoas com Perturbações do Espetro do Autismo (PEA) na Região.
Durante uma visita à Associação 'Os Grandes Azuis', Nunes abordou o "estrangulamento operacional" que as instituições enfrentam na contratação e retenção de profissionais qualificados. Embora reconheça os apoios públicos existentes, como os acordos com a Segurança Social e as respostas da rede pública de ensino, o líder do Chega Madeira considera que as verbas correntes "asseguram apenas encargos básicos de funcionamento", não resolvendo a escassez de recursos humanos com formação avançada.
Para mitigar este problema, o Chega propõe a criação de um "Suplemento Regional de Fixação Técnica" para instituições sociais do sector da deficiência, com o objetivo de aumentar os salários de terapeutas e psicólogos. Sugerem também um plano de formação pós-graduada em autismo em parceria com a Universidade da Madeira e ordens profissionais, regimes de mobilidade de técnicos entre o SESARAM, escolas e IPSS, e a transição para contratos-programa plurianuais para conferir maior estabilidade financeira e jurídica às instituições.