O cónego Manuel Martins, atualmente afastado das funções por doença, expressou preocupações sobre como a riqueza gerada na Madeira está a ser distribuída. Numa reflexão escrita na sua rede social, ele destaca a persistência da pobreza, as dificuldades habitacionais e a perda de poder de compra de muitas famílias, apesar dos progressos económicos da região.
Citando dados recentes, o sacerdote apontou que cerca de 53 mil madeirenses, ou 20,5% da população, estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, uma taxa superior à média nacional. Ele também ressaltou que 23,5% da população vive em habitações sobrelotadas e 19,7% enfrentam dificuldades para aquecer as suas casas adequadamente.
Martins questiona a utilidade de uma economia próspera se uma parte significativa dos residentes não tem acesso a habitação digna, alimentação adequada e segurança financeira. Ele defende que o debate deve focar não apenas no crescimento económico, mas também na distribuição equitativa da riqueza e nos seus impactos sociais.