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Sociedade · Funchal · 19 de outubro de 2026

Crisma celebrado no Livramento levanta questão sobre o ministro do sacramento

Celebração de Crisma em duas paróquias do Funchal, presidida pelo vigário-geral, levanta dúvidas sobre a administração do sacramento por um sacerdote.

Vinte e sete jovens e adultos das paróquias do Imaculado Coração de Maria e do Livramento receberam o Sacramento do Crisma numa celebração na igreja do Livramento. A cerimónia foi presidida pelo cónego Marcos Gonçalves, vigário-geral da Diocese do Funchal.

A celebração não ter sido presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, suscitou a questão sobre se um sacerdote pode administrar o Crisma. De acordo com o Código de Direito Canónico, o bispo é o ministro ordinário, mas pode delegar essa faculdade a sacerdotes em caso de necessidade.

O cónego Marcos Gonçalves, como representante do bispo na governação diocesana, pode ter recebido essa delegação. A Igreja destaca a ligação do sacramento ao ministério episcopal, mesmo quando administrado por um presbítero, utilizando o óleo consagrado pelo bispo.

Durante a cerimónia, o vigário-geral incentivou os crismados a serem "construtores de paz", enfatizando que o Crisma representa um envio em missão e não um fim na vida cristã.

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