A companhia de dança Dançando com a Diferença expressou preocupação com a criação de perfis falsos nas redes sociais e o uso de imagens de pessoas com Trissomia 21 para divulgar conteúdos de cariz sexual.
A organização alerta para os riscos da utilização abusiva de imagens sem consentimento, apelando à proteção dos direitos das pessoas com deficiência também no espaço digital. Algumas contas utilizam fotografias reais da internet, enquanto outras recorrem a imagens geradas por inteligência artificial, levantando questões de consentimento, privacidade e potencial exploração sexual.
A Dançando com a Diferença sublinha que a sexualidade é uma dimensão natural da vida, mas o problema reside no uso indevido de imagens de terceiros sem autorização. A companhia está a monitorizar o uso das imagens dos seus intérpretes e apela à comunidade para denunciar situações suspeitas nas plataformas digitais, guardando registos que possam auxiliar em futuras denúncias.
Henrique Amoedo, diretor artístico, reforça a importância de não permitir que a visibilidade conquistada seja usada para explorar ou desrespeitar a imagem de pessoas com deficiência, defendendo que a representação deve sempre estar associada ao respeito, dignidade e ao direito de cada um decidir sobre a sua imagem.
