Dezenas de passageiros foram forçados a pernoitar no Aeroporto do Porto Santo, alguns em colchões fornecidos pela ANA, após uma noite marcada por vários aviões impedidos de aterrar no Aeroporto da Madeira. A falta de capacidade hoteleira na Ilha Dourada, com os hotéis totalmente reservados, levou muitos a permanecer no terminal durante a madrugada, como consequência direta das severas restrições nas operações aéreas na Madeira.
Entre os passageiros que pernoitaram no aeroporto estavam muitos que chegaram em voos da easyJet, que foram desviados para o Porto Santo. Perante a impossibilidade de prosseguir viagem para a Madeira, foram oferecidas alternativas, mas poucos optaram por regressar no mesmo avião, permanecendo na ilha a aguardar uma solução, por via aérea ou marítima. O Porto Santo acabou por funcionar como um dos principais aeroportos alternativos durante a tarde e noite de sábado.
Os ventos fortes no Porto Santo registaram rajadas de até 86 km/h durante a noite de sábado, segundo dados do IPMA. A situação foi agravada por problemas com a Binter, que deixou passageiros retidos em ambas as ilhas, comprometendo as ligações inter-ilhas e acumulando diferentes grupos de passageiros no Porto Santo.