No Dia Internacional dos Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Eletrónicos (REEE), assinalado a 14 de Outubro, a atenção volta-se para a tecnologia de consumo rápido ('fast tech'). A organização ZERO aponta para "20 anos de boicotes e ilegalidades" no sistema de gestão de REEE, enquanto a DECO PROteste sublinha a necessidade de cuidados específicos para estes resíduos.
Um estudo europeu revela que em Portugal, 17,8% dos compradores de pequenos equipamentos elétricos já os descartaram no lixo comum ou em locais inadequados. Carregadores, cabos e auriculares são exemplos de itens frequentemente adquiridos a baixo custo e que, segundo o estudo, acabam muitas vezes em destinos impróprios.
Apesar de 41,9% dos inquiridos indicarem ter entregue estes equipamentos em ecocentros, uma parte significativa ainda recorre a papeleiras de rua ou ecopontos amarelos. A gestão inadequada de REEE, mesmo os de pequena dimensão, impede a recuperação de materiais e o tratamento de componentes perigosos, representando um risco para o ambiente e a saúde humana. Equipamentos com baterias de iões de lítio descartados incorretamente podem ainda apresentar risco de incêndio.

