Adílio Câmara, diretor executivo do Centro Social e Paroquial do Carmo – Casa São José, afirma que a falta de coragem é o principal obstáculo para uma mudança de paradigma na Economia Social na Madeira.
Câmara defende que este setor deve evoluir de um modelo assistencialista para uma economia que contribua ativamente e de forma contínua para melhorar a vida das pessoas. Esta ideia é central na 5ª edição do Congresso Mais Social, que decorre em Câmara de Lobos sob o tema "Economia Social versus Economia de Impacto".
Para que a mudança ocorra, é necessária "coragem política" e a vontade das organizações em abandonar modelos tradicionais. Adílio Câmara sugere que as instituições sociais devem ir além da resposta a necessidades imediatas, focando também na prevenção e na promoção da autonomia, como no caso da população idosa e de pessoas em situação de sem-abrigo.
O financiamento e a avaliação das organizações também precisam ser repensados. Câmara defende a criação de Indicadores Chave de Desempenho (KPIs) para medir o impacto real, o que poderá alterar a distribuição de recursos. A Casa São José, por exemplo, já diversifica as suas fontes de receita através de um programa de responsabilidade social, apoiando atualmente cerca de 300 pessoas com diferentes respostas sociais.