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Ambiente · Funchal · 21 de setembro de 2026

Madeira regista baixa taxa de reciclagem e depende de aterro em 2023

A taxa de recolha seletiva de resíduos na Madeira foi de 12,5% em 2023, com a maioria dos resíduos a ser recolhida indiferenciadamente.

A Região Autónoma da Madeira continua a enfrentar desafios ambientais significativos na gestão de resíduos urbanos, com a separação na origem a representar um ponto fraco. Dados oficiais de 2023 revelam que a maior parte dos resíduos produzidos na ilha foi recolhida de forma indiferenciada, enquanto a recolha seletiva manteve um peso reduzido.

A taxa de recolha seletiva situou-se em 12,5% em 2023, e a preparação para reutilização e reciclagem atingiu 23,8%. Isto significa que apenas uma fração limitada dos resíduos urbanos, que totalizaram cerca de 124.229 toneladas no ano, foi encaminhada para circuitos de recuperação de materiais como vidro, papel, cartão, embalagens de plástico e metal, ou biorresíduos.

A separação de biorresíduos, em particular, é crucial devido às limitações territoriais e à pressão sobre as infraestruturas de tratamento na Madeira. Apesar de avanços a nível nacional, a recolha seletiva desta fração continua aquém do potencial, sendo que a separação incorreta aumenta os custos de tratamento e a quantidade de rejeitados nos centros de triagem.

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