O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, abordou pela primeira vez a polémica que o envolve na Madeira, declarando que "nas últimas semanas assistimos a uma escalada de mentira" e que "sem provas não há acusação, há difamação". Falando após a cerimónia comemorativa do 148.º aniversário do Comando Regional da PSP Madeira, em Câmara de Lobos, o ministro criticou a prática de "não tenho provas, mas acuso", sublinhando que sempre pautou a sua carreira pela atuação com base em provas.
Neves recordou a sua experiência de mais de 30 anos no combate ao crime, incluindo o crime violento, tráfico de droga e crime organizado, afirmando que "as decisões que tomei, algumas das mais graves e mais importantes que tomei ao serviço do nosso país, foram sempre por provas". O ministro também defendeu a apreensão e utilização de património relacionado com atividades criminosas pelo Estado, argumentando que "não é ao fim de sete, oito, nove, 10 anos que vamos aproveitar o património de quem cometeu crimes".
O ministro rejeitou ter tomado decisões que prejudicassem o Estado e criticou aqueles que, por "ignorância ou má-fé", classificam certas decisões como escândalo. Alertou ainda para o perigo de pessoas serem "contaminadas" por mentiras e populismo, e afirmou que "há quem precise do caos para crescer". Concluindo com uma nota de firmeza, Luís Neves declarou: "A mim não me intimidam. Jamais me intimidam a mim. Podem continuar a gritar. Eu vou continuar a trabalhar."