Elon Musk afirmou esta semana que a Starlink deve continuar a ser uma operação civil, justificando as restrições ao serviço usado pelas forças ucranianas com o risco de retaliação russa contra a constelação de satélites da SpaceX. Segundo o empresário, a rede pode apoiar infraestruturas militares, mas não deve ser usada em ataques ofensivos que a transformem num alvo militar.
Numa publicação na rede social X, Musk disse que a limitação resultou do receio de que a Rússia abatesse satélites, o que poderia gerar uma cascata de detritos espaciais. A acusação de que o exército ucraniano teria violado os termos de utilização ao usar a rede em operações ofensivas com drones é contestada por Kyiv.
O conselheiro presidencial Serhii Beskrestnov afirmou que a versão civil da Starlink na Ucrânia tem limites de velocidade e não funciona sobre território russo. O Presidente Volodymyr Zelensky disse que a versão militar, o Starshield, é usada apenas para defesa em território ucraniano. A disputa levanta a questão de até onde pode uma empresa privada definir os limites do apoio militar a um aliado.