Portugal mantém um acompanhamento constante dos navios da chamada 'frota fantasma' russa nas suas águas territoriais, com particular atenção à região da Madeira. A vigilância é realizada através de sensores, meios navais e sistemas de observação espacial.
O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Guilherme Rosado Cartaxo Alves, assegurou que estas medidas garantem a segurança e o controlo das águas nacionais. Ele destacou a importância geoestratégica do arquipélago da Madeira, sublinhando as rotas marítimas e aéreas cruciais que por ali passam, bem como os cabos submarinos vitais para as comunicações e transações económicas internacionais.
Para reforçar a capacidade de monitorização, Portugal planeia expandir a sua constelação de satélites militares, com o lançamento de mais quatro unidades até 2027. Esta iniciativa visa não só a vigilância militar, mas também o apoio civil, incluindo a proteção civil em cenários de catástrofe. A posição da Madeira exige, segundo o General, elevada prontidão das forças militares estacionadas na região para defender a soberania e responder a emergências.
