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Política · Funchal · 8 de outubro de 2026

Procissão do Senhor dos Milagres gerou polémica política em Machico há 23 anos

Há 23 anos, a inclusão da Procissão do Senhor dos Milagres no programa oficial das Festas do Concelho de Machico gerou uma disputa política.

Procissão do Senhor dos Milagres gerou polémica política em Machico há 23 anos

A tradicional Procissão do Senhor dos Milagres, uma das mais emblemáticas manifestações religiosas de Machico, foi o centro de uma polémica há 23 anos. Na edição de 8 de Outubro de 2003, o DIÁRIO noticiou a contestação à decisão da Câmara Municipal de incluir a cerimónia religiosa no programa oficial das Festas do Concelho.

A procissão noturna, com cerca de dois séculos de história, estava marcada para as 20h, transportando a imagem do Senhor dos Milagres pelas ruas da cidade à luz de archotes. A discórdia surgiu devido a um folheto informativo da autarquia que integrava a procissão nas comemorações municipais, o que desagradou a parte da população.

O então vereador Bernardo Martins escreveu ao bispo do Funchal, acusando a maioria social-democrata de "imperdoável oportunismo" e de tentar apropriação política de uma manifestação religiosa. O autarca Emanuel Gomes, presidente da Câmara na altura, rejeitou qualquer intenção de aproveitamento político, afirmando que a inclusão servia apenas para "informar as pessoas de que a procissão se realiza àquela hora".

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