Rubina Leal, presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, alertou para os riscos da inteligência artificial (IA) em uniformizar o pensamento e limitar a criatividade. Defendeu que a tecnologia deve servir como ferramenta de apoio, sem substituir a imaginação, a emoção e a capacidade de pensar autonomamente.
Durante o encerramento da Mesclarte’26, Leal revelou que o seu discurso inicial tinha sido gerado por IA, mas que, apesar de perfeito, carecia de "essência, alma, emoção". "Não pode ser a IA a decidir o que eu quero e para onde vou", sublinhou, alertando que a dependência de ferramentas idênticas pode levar a uma forma de pensar homogénea.
Leal destacou ainda o papel da Mesclarte na valorização do talento regional e na projeção internacional das indústrias criativas, reafirmando o apoio da Assembleia Legislativa. Enalteceu os homenageados e o trabalho artístico, defendendo que a criatividade madeirense transcende fronteiras e que é essa diferença que deve ser preservada.