O Tribunal Cível Central do Funchal, localizado no Edifício 2000, indeferiu uma ação judicial movida pela Associação Atalaia Living Care contra a Medialivre, proprietária do Correio da Manhã, o jornalista Egídio Carreira e três ex-gestores da instituição: Pedro Cipriano, Cristina Pontes e Joaquim Sousa Lino.
Todos os cinco arguidos foram absolvidos das acusações. A decisão, assinada pelo juiz Alexandre Azadinho, concluiu que as reportagens publicadas em abril de 2024 não acusavam a associação de qualquer conduta ilícita e que não foram comprovados danos específicos à sua imagem ou reputação.
O caso teve origem num artigo publicado na edição de 15 de abril de 2024 do Correio da Manhã, com a manchete: “Amigo paga salário a filha de presidente e recebe milhões do Governo”. A reportagem, da autoria de Egídio Carreira, afirmava que a filha de Miguel Albuquerque recebia 1.467 euros mensais de uma empresa controlada pelo empresário Tony Saramago, fundador da Atalaia Living Care, uma instituição particular de solidariedade social que recebeu milhões de euros do Governo Regional. O artigo também alegava que Sara Albuquerque nunca tinha comparecido nas instalações da instituição nem prestado quaisquer serviços a ela.
