O vereador independente Jorge Afonso Freitas criticou a confirmação da perda de 316 fogos na Madeira, resultantes da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Segundo o vereador, a meta de construção de habitação a custos controlados foi reduzida de 1.121 para 805 fogos, uma diminuição de cerca de 28,2%. Freitas considera esta perda uma oportunidade desperdiçada para responder à crise habitacional na região, afetando famílias e o investimento.
Freitas apontou que as limitações não foram apenas urbanísticas, mas também financeiras, administrativas e de capacidade de execução. Defende uma revisão estratégica do Plano Diretor Municipal (PDM) integrada numa política pública de habitação abrangente, com mais solo disponível, simplificação de licenciamentos e incentivo à reabilitação urbana.
O vereador apela à Madeira que se prepare para captar novos fundos europeus para a habitação acessível e que corrija o rumo com uma política mais ambiciosa, combinando fundos, investimento público e privado, e uma revisão dos instrumentos de gestão territorial.

