O ADN Madeira considera que a venda de imóveis por proprietários estrangeiros que deixam a Região pode aliviar a pressão sobre o mercado de habitação. No entanto, o partido alerta que uma política de habitação não deve depender de instabilidade internacional para moderar preços.
O partido nota que, embora a RTP Madeira tenha noticiado este fenómeno, a sua dimensão ainda é desconhecida. Se as vendas aumentarem a oferta e reduzirem os preços, isso poderia equilibrar o mercado imobiliário. Contudo, dados oficiais do primeiro trimestre de 2026 mostram uma queda de 25,6% nas transações e um aumento de 13,7% no preço mediano das habitações, indicando que o reequilíbrio ainda não ocorreu.
O ADN Madeira também destacou a diferença de preços entre compradores estrangeiros e nacionais, com os primeiros a pagar mais por metro quadrado. O partido defende que uma maior oferta de imóveis pode aumentar as opções e a capacidade negocial dos compradores, mas ressalva que não há garantia de que os imóveis se tornem acessíveis à maioria dos residentes. "Má notícia é trabalhar na Madeira e não conseguir viver na Madeira", afirma o partido, apelando a que o Governo Regional não dependa de fatores externos para assegurar uma política de habitação eficaz.
