Uma fotografia de Alberto João Jardim, então presidente do Governo Regional da Madeira, a segurar uma espingarda Beretta erguida, captada a 28 de agosto de 2011 na inauguração de um complexo de tiro no Porto Santo, voltou a ser notícia. A imagem gerou polémica na altura, ultrapassando a simples "brincadeira" do gesto.
O complexo de tiro, que incluía campo de treino, tiro aos pratos e paintball, funcionava sem o alvará definitivo da PSP, embora o presidente da Associação de Caçadores do Porto Santo garantisse a legalidade do espaço. A reportagem do DIÁRIO da Madeira destacou a questão da legalidade da licença de funcionamento.
O gesto de Jardim com a arma em punho também levantou questões legais. A Lei das Armas em vigor na altura definia restrições ao porte de armas de fogo curtas (classe B), mas a arma exibida por Jardim assemelhava-se mais a armas das classes C ou D, cujo porte exigia licença específica. A exibição pública de uma arma "fora de contexto" poderia configurar uma infração grave.
Fontes ligadas ao clube desvalorizaram o episódio, afirmando que a arma estava descarregada e a situação ocorreu numa "zona de segurança". O caso ficou recordado como um episódio caricato do estilo do ex-líder madeirense, que, apesar de poder roçar a ilegalidade, raramente teve consequências práticas.