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Crime e Justiça · Funchal · 5 de setembro de 2026

Ataque a acampamento de Carlos Queiroz em Moçambique causa um morto e 2.000 deslocados

Um ataque insurgente a um acampamento turístico associado ao treinador de futebol Carlos Queiroz, em Moçambique, resultou em pelo menos uma morte e no deslocamento de cerca de duas mil pessoas.

Um ataque insurgente a um acampamento turístico ligado ao treinador de futebol Carlos Queiroz, na província de Niassa, norte de Moçambique, causou pelo menos uma morte e forçou cerca de duas mil pessoas a fugir das suas casas, de acordo com autoridades locais citadas pela imprensa portuguesa.

A incursão armada, atribuída a suspeitos insurgentes, destruiu infraestruturas, incendiou edifícios e agravou o clima de insegurança numa região já marcada por ciclos de violência extrema. O ataque ocorreu na Coutada de Marangira, distrito de Marrupa, onde funciona o acampamento de safáris da Mozambique Wild Adventures (MWA), um projeto turístico e de conservação no qual Carlos Queiroz é coproprietário e investidor há mais de uma década.

Carlos Queiroz, que atualmente dirige a seleção do Gana, afirmou à imprensa que, pelas imagens que viu, "todo o estabelecimento foi incendiado", sublinhando a dimensão da destruição de um projeto em que investiu milhões de dólares. Três turistas norte-americanos que se encontravam no local foram evacuados em segurança. Cerca de 15 colaboradores do acampamento também abandonaram as instalações. A região de Niassa e a vizinha província de Cabo Delgado têm registado ataques de grupos insurgentes ligados a extremistas, com sequestros, saques e destruição de infraestruturas.

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