O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, acusou o Governo de Luís Montenegro de "falta de vergonha" por ainda não ter assegurado a plena aplicação do novo Modelo de Continuidade Territorial (MCT).
Gomes considerou inaceitável que, meses após a sua aprovação e publicação em lei, as alterações previstas no MCT ainda não produzam todos os efeitos. O novo modelo visa integrar as agências de viagens, permitindo aos residentes pagar apenas o valor fixo correspondente, em vez de adiantarem o preço integral e aguardarem reembolso.
O deputado criticou também o governo regional de Miguel Albuquerque, alegando falta de interesse em alterar um sistema que obriga os residentes a adiantar o custo das passagens. Gomes sugeriu que Albuquerque está politicamente condicionado por interesses ligados à hotelaria e ao turismo, o que explicaria a ausência de uma posição mais firme do executivo regional.
Adicionalmente, Francisco Gomes dirigiu críticas a alguns setores da comunicação social madeirense, acusando-os de divulgarem interpretações erradas do novo MCT e de reproduzirem a posição governamental sem explicar corretamente a lei. O parlamentar garantiu que continuará a pressionar o governo da República para a operacionalização integral do modelo, reafirmando que a continuidade territorial é um direito dos residentes insulares.