A segunda parte da conferência 'Viver entre dois países: Direitos, Apoios e Soluções', integrada na Festa Luso-Venezuelana, decorrida na Ribeira Brava, focou-se nas dificuldades enfrentadas pela comunidade luso-venezuelana. A questão das equivalências académicas foi um dos temas centrais. Fátima Gonçalves partilhou a sua experiência positiva na Universidade da Madeira, mas apelou à agilização dos processos de reconhecimento de qualificações por parte do Ministério da Educação, dada a escassez de profissionais na Região. Nancy Gomes, professora doutorada, explicou que a complexidade do processo, envolvendo múltiplas entidades, torna a tramitação morosa, comparando desfavoravelmente com Espanha. A indefinição da situação na Venezuela e a dupla nacionalidade também foram apontadas como entraves adicionais. Participantes como Júlio enfatizaram a importância da experiência prática no mercado de trabalho, enquanto o presidente da Câmara da Ribeira Brava e o responsável financeiro da ABANCA defenderam a valorização da experiência em detrimento de currículos, especialmente em áreas como a financeira, onde o mercado venezuelano possui vasta experiência.
Comunidade Luso-Venezuelana Debate Integração e Equivalências Académicas na Madeira
A Festa Luso-Venezuelana em Ribeira Brava abordou as dificuldades de integração e reconhecimento de qualificações académicas para a comunidade.