Em África, não existia uma explicação única para os eclipses, dada a diversidade de povos e tradições cosmológicas. Para muitas sociedades antigas, faltam registos escritos detalhados sobre como interpretavam estes fenómenos.
No entanto, algumas tradições da África Ocidental oferecem perspetivas fascinantes. Os Batammaliba, do Togo e Benim, viam o Sol e a Lua em conflito, interpretando a escuridão como resultado da sua disputa. Este fenómeno era visto como uma oportunidade para os humanos resolverem os seus próprios conflitos.
Entre os Fon, do Benim, Mawu e Lisa (associados à Lua e ao Sol) podiam encontrar-se ou unir-se durante um eclipse, um evento extraordinário e não necessariamente ameaçador. Já os Jukun, da Nigéria, acreditavam que o Sol capturava a Lua, respondendo com tambores para incentivar a libertação, numa tentativa de restaurar a ordem cósmica.
Os eclipses lunares também eram interpretados como perturbações da ordem celestial. Contudo, a documentação histórica africana antiga sobre estes eventos é menos sistemática do que em outras regiões, exigindo cautela ao generalizar interpretações.