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Ambiente · Funchal · 17 de setembro de 2026

Investigador defende ilhas como 'laboratórios vivos' para alterações climáticas

Rui Alexandre Castanho sugere que as ilhas podem ser usadas para testar soluções para as alterações climáticas antes de aplicação global.

Investigador defende ilhas como 'laboratórios vivos' para alterações climáticas

Rui Alexandre Castanho, embaixador do Pacto Climático Europeu para Portugal, defendeu que as ilhas podem funcionar como "laboratórios vivos" para testar soluções face às alterações climáticas. A ideia foi apresentada num encontro sobre Governação Climática nos Territórios Insulares, promovido em parceria com o PAN Madeira.

Castanho salientou a importância de reunir academia, instituições, decisores políticos e sociedade civil para identificar problemas e propor respostas. Ele explicou que o objetivo é chegar a "potenciais soluções" que possam ser projetadas para níveis de decisão superiores, incluindo os europeu e internacional.

O investigador alertou que as alterações climáticas não respeitam fronteiras, mas defendeu a necessidade de respostas adaptadas às especificidades regionais e locais. No caso da Madeira, mencionou a vulnerabilidade a inundações e incêndios, defendendo maior a aposta na prevenção e mitigação, e alertou para a necessidade de as recomendações científicas serem mais refletidas nas decisões políticas e no planeamento territorial.

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