Moradores da Fajã das Galinhas continuam em alojamentos provisórios, dois anos após terem sido retirados da localidade devido ao incêndio que devastou a Madeira entre 14 e 26 de agosto de 2024. Isalina dos Santos, uma das 120 pessoas deslocadas, afirmou à agência Lusa que "a situação continua na mesma", sublinhando a falta de evolução no processo de realojamento.
Embora nenhuma casa tenha sido diretamente afetada pelo fogo, a povoação foi evacuada devido ao cerco das chamas e à intransitabilidade da única estrada de acesso. A Câmara Municipal de Câmara de Lobos realojou as 33 famílias em locais provisórios e financiou a operação, que chegou a receber um prémio de Ação Social. O município anunciou a construção de casas novas no Estreito de Câmara de Lobos, mas o projeto, adjudicado em agosto de 2025, ainda está em execução.
Segundo a autarquia, as primeiras 32 habitações deverão estar concluídas em 2027. O projeto, que custou 8,2 milhões de euros com apoio do IDR, prevê 18 fogos T2, 10 T3 e quatro T4. Enquanto isso, a Fajã das Galinhas, agora remetida ao abandono, é ocasionalmente visitada pelos antigos moradores para cuidar de casas e terrenos agrícolas.