A presidente da Secção Regional da Ordem dos Arquitetos, Susana Neves, expressou preocupação com o reduzido número de candidaturas ao prémio de arquitetura deste ano na Madeira. Muitos arquitetos optaram por não submeter os seus projetos, alegando que foram "adulterados" durante a execução.
Segundo Neves, estas alterações não consentidas, frequentemente promovidas por empreiteiros ou promotores, ocorrem devido a falhas graves na fiscalização. A responsável apelou a um maior escrutínio por parte dos municípios, criticando a fiscalização que, segundo ela, "é toda feita antes e depois não há fiscalização na obra".
Este ano, o júri decidiu não atribuir o troféu principal, concedendo apenas uma menção honrosa, e aproveitou a ocasião para reivindicar o respeito pelo trabalho dos arquitetos. A Ordem alertou ainda para as novas responsabilidades legais dos profissionais, que podem enfrentar sanções severas por declarações de conformidade falsas.