Nos últimos 20 anos, a situação financeira das famílias portuguesas registou uma alteração significativa, com um aumento notável do património financeiro líquido. Este valor, que representa a diferença entre os ativos financeiros e os passivos financeiros, mais do que duplicou, passando de 172 mil milhões de euros em 2005 para 402 mil milhões de euros em 2025.
Esta evolução é explicada por dois fatores principais: as decisões das famílias sobre a alocação das suas poupanças e a valorização dos ativos financeiros. Embora os depósitos continuem a ser a principal forma de aplicação, componentes como participações em empresas e fundos de investimento ganharam importância. Atualmente, uma maior parcela da riqueza financeira está aplicada em instrumentos cujo valor depende da evolução dos mercados financeiros.
A redução do peso da dívida na economia também contribuiu para esta melhoria. Os empréstimos às famílias, que em 2005 representavam cerca de 80% do PIB, diminuíram o seu peso ao longo dos anos, passando para 63% do PIB em 2025.