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Cultura · Funchal · 4 de julho de 2026

Sandálias Brancas: Uma Memória de Paris nos Anos Sessenta

Uma recordação de juventude em Paris, onde um par de sandálias brancas se tornou um símbolo de afeto e recompensa, guardando memórias de uma cidade luz.

Sandálias Brancas: Uma Memória de Paris nos Anos Sessenta

A autora recorda uma viagem a Paris nos anos sessenta, uma experiência marcante vivida com a intensidade de quem visita pela primeira vez a "cidade-luz".

Durante a estadia, um par de sandálias brancas de meio salto, com tiras finas e delicadas, foi adquirido numa sapataria dos Champs-Élysées como um gesto de afeto e recompensa. Este par de sapatos, embora frágil, tornou-se um tesouro pessoal, cuidado e reparado pelo Mestre José de Sousa, da Rua das Hortas.

Anos mais tarde, com a deformação dos pés e o surgimento de um joanete, as sandálias foram guardadas, mas permanecem como uma grata memória da juventude e da Paris vibrante daquela época. A sapataria André, de onde provêm as sandálias, ainda existe, embora com um formato diferente do original.

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