Os vereadores independentes Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas criticaram a anunciada demora na implementação da Polícia Municipal do Funchal, prevista apenas para 2028. Segundo eles, o projeto, que deveria ser uma resposta importante para a cidade, parece continuar "sobretudo no papel".
Os vereadores questionam a natureza e as competências da polícia que está a ser criada, uma vez que não será um órgão de polícia criminal e terá de chamar a PSP em certas ocorrências. Expressam ainda dúvidas sobre a capacidade de uma força policial com entrada em funcionamento tão tardia para resolver problemas atuais como a atividade das rent-a-car e a ocupação do espaço público.
Santos e Freitas salientam que os problemas da cidade existem agora e não em 2028. Pedem transparência sobre os custos, o número de agentes, as competências exatas e os problemas concretos que a nova polícia irá resolver, alertando que, até lá, a situação se resume a uma "Polícia Municipal no papel e muitas perguntas por responder."