Os vereadores independentes da Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas, rejeitam a ideia de transformar a cidade em "terra de arranha-céus" e garantem que nunca defenderam a construção generalizada de edifícios com 20 andares.
Num comunicado emitido esta quinta-feira, os autarcas afirmam que têm sido divulgadas interpretações erradas sobre a sua posição relativamente à construção em altura, considerando necessário esclarecer os factos. Defendem que o crescimento da cidade deve ser equilibrado, planeado e respeitador da identidade do Funchal.
Recordam que o Plano Director Municipal permite, em regra, edifícios até sete pisos, enquanto o Plano de Pormenor do Amparo admite construções até nove pisos. A posição dos independentes passa por admitir que, naquela zona específica e apenas em situações excepcionais, devidamente fundamentadas e de elevada qualidade arquitectónica, possa ser ponderada a construção de alguns edifícios com nove, dez ou onze pisos.
Sustentam que qualquer interpretação diferente desta posição "é falsa e procura induzir a opinião pública em erro". Defendem ainda que "o Funchal não pode nem deve seguir modelos de urbanização descontrolada, marcados pela proliferação de edifícios de grande altura que descaracterizam a cidade, comprometem a paisagem e diminuem a qualidade de vida."
Reiteram o compromisso de continuar a defender "um Funchal moderno, sustentável e equilibrado, capaz de evoluir sem perder a sua identidade, a sua paisagem e a qualidade de vida que o distingue."




