A Economia Social representa atualmente cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) português, mas o seu verdadeiro peso na economia está subavaliado, segundo Óscar Afonso, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
Afonso, que participa no Congresso Mais Social em Câmara de Lobos, explicou que os indicadores atuais, como o valor acrescentado e o emprego, focam-se nos efeitos económicos diretos. Ele defende que os impactos sociais, indiretos e induzidos não são devidamente contabilizados, o que leva a uma subestimação do setor.
O economista adiantou que o setor tende a ganhar relevância em períodos de crise económica, funcionando como uma "almofada social". "Nos períodos de crise da economia de mercado, a Economia Social aumenta", afirmou, antecipando que o seu peso poderá crescer se as dificuldades económicas se agravarem.