A seguradora Fidelidade contestou, no Tribunal Administrativo de Lisboa, o pedido de cerca de um milhão de euros apresentado pela família de Ana Paula Lopes, uma das 16 vítimas mortais do descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa.
A família pede 1,05 milhões de euros à Carris, à Fidelidade e à MNTC, dos quais 125 mil euros correspondem à compensação pela perda do direito à vida. A seguradora considera o montante desproporcionado e alega que o acidente não era totalmente imprevisível, referindo incidentes anteriores desde 2018.
A Fidelidade afirma que não recusa indemnizar as vítimas e diz ter proposto "várias centenas de milhares de euros" à família. Segundo a empresa, dos 16 processos, quatro estão encerrados por acordo e oito em negociação.
A Câmara Municipal de Lisboa criticou a posição da seguradora. A decisão final depende dos tribunais e das conclusões do Ministério Público.

