A Juventude Chega-Madeira acusou o Governo Regional de "governar para os ricos" e de "roubar o futuro aos jovens", afirmando que o executivo não tem respostas para a população madeirense.
Segundo a estrutura juvenil do partido, o governo esquece a classe média, os trabalhadores e uma geração que enfrenta dificuldades em obter emprego e habitação, considerando o modelo de governação "profundamente viciado" e "corroído por vícios como corrupção, amiguismo e compadrio".
Renata Rocha, da Juventude Chega-Madeira, destacou que enquanto alguns "têm sempre uma porta aberta", muitos jovens "fazem tudo como deve ser" mas continuam sem conseguir "construir uma vida digna na sua própria terra". A dificuldade de acesso à habitação é apontada como um entrave à emancipação e permanência dos jovens na Região.
Henrique Mota acrescentou que o sistema protege "quem está próximo do poder", deixando para trás "quem quer trabalhar e vencer honestamente". João Sousa criticou a concentração de atenção "nos grandes interesses económicos e nas elites", enquanto a classe média e os trabalhadores enfrentam "salários insuficientes, habitação incomportável e uma progressiva deterioração da qualidade de vida". A estrutura defende uma "Madeira a duas velocidades" e exige um governo que coloque o poder ao serviço dos madeirenses, oferecendo oportunidades e condições para construir o futuro pelo mérito.