A Madeira defende que a sua evolução económica não deve levar à perda do tratamento específico de que beneficia como região ultraperiférica (RUP) da União Europeia. O Secretário Regional das Finanças, Duarte Freitas, apresentou esta posição durante um encontro com uma delegação da Comissão do Desenvolvimento Regional (REGI) do Parlamento Europeu.
Freitas lembrou que, em 1986, a Madeira era uma das regiões mais pobres da Europa, e que os fundos europeus foram cruciais para a sua convergência. Contudo, salientou que os desafios permanentes da insularidade, como os custos de transporte e energia, a pequena dimensão do mercado e o isolamento, persistem e condicionam a economia.
Por isso, o Governo Regional reivindica para o próximo quadro financeiro a manutenção de financiamento adequado e de instrumentos específicos para as RUP, defendendo que o tratamento diferenciado não deve depender apenas do PIB. Foi também defendida a gestão próxima dos fundos e uma relação direta com a Comissão Europeia, destacando-se áreas como energia, sustentabilidade e inovação onde a Madeira pode contribuir para as prioridades europeias.