O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, gerou polémica ao considerar "imprudente" a decisão de alguns pais marcarem férias durante o período de realização e correção dos Exames Nacionais.
A afirmação trouxe para o debate público o conceito de prudência, entendido como a capacidade de decidir com ponderação, antecipando riscos e avaliando consequências, especialmente em áreas sensíveis como a Educação.
O artigo questiona a prudência na condução do sistema educativo, citando os múltiplos problemas registados este ano letivo na correção dos Exames Nacionais, que passaram a ser integralmente corrigidos em formato digital, apesar de as provas serem feitas em papel. Falhas identificadas num projeto-piloto em 2025 parecem não ter sido totalmente resolvidas antes da generalização do sistema.
O novo modelo, que prevê a digitalização das provas e a distribuição de itens específicos aos docentes através de uma plataforma eletrónica, prometia maior uniformidade e rigor. Contudo, na prática, surgiram dificuldades técnicas, atrasos e erros na distribuição, afetando o normal desenvolvimento do processo e levando a críticas que chegaram à comunicação social. O ministro garantiu que nenhum aluno seria prejudicado, mas as declarações não eliminam os problemas sentidos pelos docentes, muitos dos quais continuavam sem acesso aos itens para correção dias após a realização de algumas provas.




