O Partido Comunista Português (PCP) realizou uma ação de contacto com a população no Funchal, no âmbito da campanha “Romper com Injustiças – Novo Rumo para Portugal, Uma Vida Melhor”. O partido defende um aumento extraordinário das reformas e pensões já em 2026.
Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, destacou a dificuldade crescente de viver com pensões baixas, agravada pelo aumento geral dos preços. Segundo o partido, cerca de um em cada quatro reformados recebe uma pensão inferior ao IAS (537,13 euros), e 80% ganham menos de 1,5 IAS (cerca de 805 euros).
Para mitigar esta situação, o PCP apresentou uma iniciativa legislativa na Assembleia da República que propõe um aumento intercalar mínimo de 50 euros mensais para todos os pensionistas, a aplicar a partir de 1 de julho de 2026. Este aumento teria impacto não só no rendimento mensal, mas também na base de cálculo para a atualização de pensões em janeiro de 2027.