O município de Santa Cruz anunciou o seu pacote fiscal para 2027, que inclui a manutenção da taxa mínima de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) de 0,3% para prédios urbanos. Adicionalmente, o programa IMI Familiar continuará a oferecer deduções de 30, 70 e 140 euros para agregados com um, dois ou três ou mais dependentes, respetivamente. As isenções temporárias de IMI, que terminam em 2026, serão prolongadas por mais dois anos, até 2028, para imóveis que mantenham os requisitos legais, estendendo o período de isenção de três para cinco anos.
No que diz respeito ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), a devolução de 20% sobre a coleta líquida será mantida. A Câmara Municipal justifica esta decisão, explicando que a prioridade é preservar recursos para apoiar bolsas de estudo, pequenas cirurgias, o associativismo e outros serviços essenciais às famílias, especialmente as de menores rendimentos. A autarquia argumenta que um aumento da devolução do IRS para 5% representaria um custo anual de cerca de 1,26 milhões de euros, um valor próximo das amortizações médias anuais da dívida herdada.
A derrama municipal manter-se-á em 1,5% sobre o lucro tributável, com isenção para empresas com volume de negócios até 150 mil euros. A taxa municipal de direitos de passagem fica também inalterada em 0,25%. Estas propostas fiscais aguardam deliberação da Assembleia Municipal. O executivo municipal rejeita as críticas da oposição, defendendo que a gestão responsável das finanças públicas é crucial para financiar os investimentos previstos, que totalizam 13,2 milhões de euros, incluindo projetos como a Praça de Táxis do Caniço e a requalificação da Praia dos Reis Magos.