Os Estados Unidos estão a lidar com o pior surto de sarampo em mais de três décadas. Até 19 de outubro, a Pensilvânia registou 1.286 casos confirmados em 42 condados, com 247 hospitalizações e cinco mortes associadas à doença. O surto neste estado, que começou em abril a oeste de Filadélfia, é o maior surto estadual de sarampo nos EUA em mais de 30 anos.
Em resposta à propagação do vírus, o Estado de Nova Iorque declarou estado de emergência sanitária a 5 de outubro. A governadora Kathy Hochul expandiu a medida para todo o estado, permitindo que profissionais como paramédicos, farmacêuticos e parteiras administrem a vacina MMR (sarampo, papeira e rubéola). Até 3 de outubro, Nova Iorque registou 108 casos, 92 dos quais em comunidades rurais com baixa cobertura vacinal.
Nacionalmente, o CDC registou 4.410 casos confirmados de sarampo até 15 de outubro, o nível anual mais elevado desde 1991. Cerca de 96% dos casos nacionais estão associados a pessoas não vacinadas ou com estado vacinal desconhecido. A vacinação é considerada a forma mais eficaz de prevenir a doença, que pode causar complicações graves e morte, especialmente em grupos vulneráveis.
