O artigo "Estepilha, A Liberdade de Escolher a Praga", publicado no Funchal Notícias, aborda com veemência a crescente tendência de pais que questionam a medicina e optam por não vacinar os seus filhos. O autor descreve esta nova "elite intelectual" como indivíduos que consideram a medicina uma mera sugestão e o Google uma faculdade, desconfiando de médicos com anos de estudo.
É criticada a ideia de que as doenças desapareceram naturalmente, atribuindo a sua erradicação a campanhas de saúde pública e vacinas, e não a energias positivas ou chás. O texto aponta a ironia de pais que exigem para os filhos o direito de contrair doenças que foram prevenidas para eles, chamando a isto "liberdade de escolha", com consequências que afetam também bebés não vacinados.
O artigo questiona a confiança cega em fontes não médicas, como vídeos online que vendem suplementos, em detrimento da evidência científica e da palavra dos médicos. A coragem de arriscar a saúde de uma criança é vista como fácil, contrastando com a dificuldade de justificar o "pesquisei muito" perante um pediatra. A raridade de doenças como a poliomielite, devido à eficácia das vacinas, é ironicamente usada como argumento para a sua inexistência de perigo.
Conclui-se que a ignorância convencida, alimentada por informações superficiais, tornou-se um aliado para os vírus, contrastando com o amor e a prevenção que levaram os pais a vacinar os seus filhos no passado. A mensagem final é um apelo à compreensão do valor da ciência e da medicina preventiva.
