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Política · Funchal · 15 de setembro de 2026

ADN Madeira acusa JPP de falta de credibilidade nas promessas sobre o ferry

O ADN Madeira considera inaceitável que o JPP apresente novas soluções para o ferry sem esclarecer o acordo anunciado em Fevereiro de 2025.

ADN Madeira acusa JPP de falta de credibilidade nas promessas sobre o ferry

O ADN Madeira criticou o JPP por continuar a apresentar novas propostas para a ligação marítima entre a Madeira e o continente, sem explicar o destino do acordo anunciado por Élvio Sousa para fevereiro de 2025. O partido acusa o JPP de ter alterado o seu discurso sobre o ferry, passando de uma solução comercial sem compensações financeiras para a procura de operadores, novas rotas, financiamento público e apoios europeus.

"Antes de uma nova promessa, falta prestar contas da anterior", defende o ADN Madeira, considerando a continuidade territorial demasiado importante para ser palco de "sucessivas reinvenções políticas". O partido reconhece a legitimidade de procurar apoio da República ou da União Europeia, dada a condição de Região Ultraperiférica da Madeira, mas considera inaceitável apresentar cada nova solução "como se a anterior nunca tivesse existido".

O ADN recorda que em 2024 o JPP afirmou ter encontrado soluções e concluído que a ligação seria rentável após contactos com a Armas Trasmediterránea. Em fevereiro de 2025, Élvio Sousa garantiu que a parceria para passageiros e mercadorias estava fechada, mas o ADN afirma que o parceiro e as condições não foram divulgados. Um ano depois, o discurso teria mudado novamente, com o JPP a defender uma negociação comercial com as Canárias sem compensações financeiras, e mais recentemente, a admitir financiamento público e a procurar alternativas operacionais.

"Se o modelo mudou, diga-se claramente. Se o acordo caducou, explique-se porquê. Se continua válido, mostre-se em que condições", exige o partido, acrescentando que, caso o acordo nunca tenha tido a consistência transmitida aos eleitores, isso também deve ser assumido. Para o ADN Madeira, a questão ultrapassa o processo do ferry e diz respeito à credibilidade política de quem apresentou determinadas soluções aos eleitores. O partido rejeita a ideia de que "o passado já foi", defendendo que as promessas eleitorais fazem parte da prestação de contas.

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