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Cultura · Funchal · 13 de agosto de 2026

Eclipses para Maias e Incas: Fenómenos Astronómicos com Significado Religioso e Simbólico

Maias e Incas observavam o céu sistematicamente, interpretando eclipses como eventos religiosos, políticos e simbólicos, não apenas astronómicos.

Tanto os Maias como os Incas possuíam um conhecimento astronómico avançado, registando os movimentos celestes e prevendo eclipses através de ciclos. Para ambos os povos, um eclipse transcendia a mera observação astronómica, carregando profundos significados religiosos, políticos e simbólicos.

Os Maias, com o seu Códice de Dresden, registavam tabelas de eclipses, interpretando-os como ameaças divinas ao Sol ou à Lua, que podiam ser atacados por forças sobrenaturais. Rituais eram realizados para proteger estes corpos celestes, numa visão onde mito e ciência coexistiam.

Para os Incas, o Sol (Inti) era uma divindade central, e um eclipse era visto como um sinal de desagrado divino ou um ataque ao Sol, ameaçando a ordem cósmica e o próprio Estado. A Lua (Mama Quilla) também ocupava uma posição importante, com eclipses lunares também sendo interpretados como eventos perigosos.

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