A escassez de professores na Madeira foi o tema central de um encontro entre o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) e a secretária regional de Educação, Elsa Fernandes. Ambas as partes concordaram que este é o principal desafio do sistema educativo regional.
Francisco Oliveira, presidente do SPM, apelou a uma estratégia concertada e propôs reuniões específicas para abordar a questão. Ele alertou que a situação poderá agravar-se sem medidas eficazes para atrair e reter professores. O sindicato também reivindica a contabilização imediata de três anos de serviço não contados para a carreira de professores que vincularam em 2011, com efeitos esperados para 2027.
O SPM propôs ainda a adoção do regime nacional que permite remunerar licenciados com formação científica, mas sem profissionalização, pelo primeiro escalão da carreira. Estes docentes são uma fonte de recrutamento importante, mas recebem menos na Madeira e necessitam de mais formação pedagógica. O sindicato também sugere uma reflexão conjunta para atrair mais jovens para a profissão docente, já que os candidatos atuais cobrem apenas cerca de 20% das necessidades.




