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Ambiente · Funchal · 28 de junho de 2026

Porto Santo: Pioneirismo na dessalinização por osmose inversa em debate

A afirmação de que a Central Dessalinizadora do Porto Santo foi uma das três primeiras do mundo é questionada, mas a ilha foi pioneira na tecnologia de osmose inversa.

Porto Santo: Pioneirismo na dessalinização por osmose inversa em debate

A ideia de que a Central Dessalinizadora do Porto Santo foi uma das três primeiras do mundo é frequentemente divulgada, mas uma análise aprofundada sugere que a realidade histórica é mais complexa.

Embora a dessalinização de água do mar seja uma prática antiga, com instalações de destilação a remontar ao século XIX, a unidade do Porto Santo destacou-se pela adoção de uma tecnologia inovadora para a época: a osmose inversa. Este método, que força a água através de membranas sob alta pressão para reter sais, difere dos processos térmicos predominantes.

Documentação da ARM – Águas e Resíduos da Madeira indica que a central foi uma das primeiras unidades industriais de dessalinização por osmose inversa a nível mundial e a primeira na Europa. Ao entrar em funcionamento em 1980, existiam apenas cinco unidades industriais comparáveis globalmente. Algumas fontes oficiais mencionam que foi "uma das três primeiras centrais mundiais que adoptaram a tecnologia da osmose inversa", uma formulação mais precisa, embora a literatura internacional aponte para instalações anteriores ou contemporâneas noutros locais.

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