O Partido Socialista da Madeira (PS-M) considera que a decisão de a candidatura da Banana da Madeira à Indicação Geográfica Protegida (IGP) ser formalizada pela ACOESTE, e não pela GESBA, demonstra que a empresa pública "não representa, legalmente, os bananicultores da Madeira".
A deputada socialista Sílvia Silva classificou como um "paradoxo inaceitável" o atraso na obtenção de uma denominação distintiva para a Banana da Madeira, responsabilizando o Governo Regional. Segundo Silva, a GESBA não cumpre os requisitos legais europeus para ser considerada uma organização de produtores, pois o seu capital e direitos de voto pertencem à Região e não maioritariamente aos produtores.
O PS critica a GESBA por delegar o processo em vez de corrigir as falhas de representatividade apontadas pela Autoridade da Concorrência. Os socialistas admitem que outras associações de produtores possam contestar a candidatura, o que poderá atrasar o processo, mas defendem o direito dos produtores de contestarem o que consideram ser uma tentativa da GESBA de manter um "monopólio da banana".




