O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) respondeu às críticas da Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, apresentando "casos reais" para fundamentar as suas preocupações sobre o processo de colocação de professores na região.
Francisco Oliveira, coordenador do SPM, rejeitou a acusação de desinformação por parte da tutela, afirmando que as situações denunciadas pelo sindicato têm "rostos" e "vidas reais". Como exemplo, citou o caso de Cristina Gomes, uma professora que, após três anos de serviço, ainda aguarda colocação, mesmo tendo concorrido a zonas consideradas carenciadas.
Oliveira destacou que este caso evidencia a discrepância entre as estatísticas oficiais e a realidade vivida nas escolas, onde "dezenas, senão centenas" de docentes enfrentam problemas semelhantes nas colocações.
O sindicato considera os problemas deste ano letivo "graves" e "transversais", mas aponta o pré-escolar como o setor mais preocupante, criticando a Direcção Regional da Administração Escolar (DRAE) por alegada alteração de critérios e redução de recursos.