Entre 1935 e 1939, a Madeira foi palco de um capítulo peculiar na sua história turística, acolhendo cruzeiros organizados pela "Kraft durch Freude" (Força pela Alegria), a organização de lazer do regime Nazi alemão.
Estas viagens, que terminaram pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, ofereciam aos trabalhadores alemães acesso a atividades de lazer e férias, anteriormente associadas a classes mais abastadas. A iniciativa, contudo, servia também os objetivos políticos do regime, promovendo lealdade e a sua visão de comunidade nacional.
Os primeiros cruzeiros chegaram à Madeira em março de 1935, com a presença de figuras proeminentes como Robert Ley e Bodo Lafferentz. A visita incluía receções oficiais e excursões, como viagens de carro de cesto até ao Monte e passeios a locais como Câmara de Lobos e Pico do Areeiro, com edifícios em Funchal a ostentarem bandeiras com suásticas, segundo registos históricos.
