No 5.º Congresso Mais Social, Maria João Ruela e Rúben Santos, jornalista e chefe de redacção do DIÁRIO, discutiram a visibilidade da economia social nos media. Ambos concordaram que a responsabilidade pelas falhas na comunicação é partilhada entre as instituições e os meios de comunicação.
Ruela destacou que as instituições nem sempre conseguem explicar o seu trabalho, apresentar dados ou mostrar resultados concretos. Por outro lado, os media enfrentam a falta de recursos e a pressão por audiências. Ela enfatizou que uma história humana bem contada pode ter mais impacto do que muitos dados.
Adicionalmente, Ruela criticou a falta de exigência por parte dos financiadores, incluindo o Estado, que nem sempre fiscalizam a qualidade do atendimento. Santos acrescentou que, apesar da vantagem da proximidade da imprensa regional, o desafio é fazer com que as histórias alcancem um público mais vasto, como aconteceu com a questão dos sem-abrigo.
Concluiu-se que as redes sociais não substituem o jornalismo e que as publicações das instituições podem servir de ponto de partida para investigações jornalísticas. O desafio lançado foi para que as instituições comuniquem melhor o seu impacto e os media procurem as histórias para além da notícia imediata.
