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Sociedade · Funchal · 23 de setembro de 2026

Fenómeno das 'turmas de elite' com mais de duas décadas na Madeira

O debate sobre a criação de turmas homogéneas ou heterogéneas nas escolas madeirenses remonta a mais de 20 anos, com opiniões divididas entre educadores.

Fenómeno das 'turmas de elite' com mais de duas décadas na Madeira

O fenómeno das chamadas "turmas de elite", que agrupam os melhores alunos, é um tema de debate ideológico nas escolas da Madeira há mais de duas décadas. Em 2006, o DIÁRIO noticiava que a prática de separar "repetentes a um lado, bons alunos a outro" era um critério utilizado, com defensores a argumentarem que um grupo forte potenciava as qualidades dos melhores estudantes.

Por outro lado, havia quem defendesse turmas heterogéneas para assegurar as mesmas oportunidades a todos, alertando que a segregação acentuava as assimetrias sociais e prejudicava alunos com histórias de vida mais complexas. O Sindicato dos Professores, na altura, percebia que a "tentação de colocar juntos os melhores alunos" tinha diminuído, mas o assunto permanecia recorrente.

A procura por determinadas escolas públicas, especialmente no 2.º e 3.º ciclos, era também notória, com a Escola Horácio Bento de Gouveia a ser uma preferência. A pressão dos encarregados de educação estendia-se desde o pré-escolar até à manutenção dos filhos no turno da manhã nas escolas do 1.º ciclo, como as da Pena, dos Ilhéus e da Ajuda.

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