José Martins Júnior, uma figura multifacetada que foi padre, político, músico e compositor, faleceu a 12 de junho de 2025, aos 86 anos. Natural de Machico, onde nasceu em 1938, foi ordenado sacerdote em 1962 e assumiu a paróquia da Ribeira Seca em 1969, onde rapidamente se tornou uma presença central.
Conhecido por alguns como o "padre vermelho", Martins Júnior foi uma voz influente e por vezes controversa na Madeira. Para além do seu trabalho religioso, dedicou-se a mobilizar a juventude, ensinando música e organizando atividades culturais que fortaleceram a comunidade. A sua influência estendeu-se por gerações, sendo lembrado pela sua capacidade de dar voz a uma população esquecida e de desafiar poderes estabelecidos.
Numa das suas últimas aparições públicas, a 30 de maio de 2025, durante o Encontro de Bandolins de Machico, Martins Júnior anunciou a sua última atuação, passando simbolicamente o testemunho do seu trabalho a Telmo Viveiros, que aprendeu a tocar bandolim com ele.