A Porto Santo Line expressou dificuldades em encontrar financiamento europeu para substituir o navio Lobo Marinho, devido a regras que exigem emissões carbónicas nulas.
Carlos Perdigão Santos, administrador executivo da empresa, apelou aos eurodeputados para que considerem as especificidades das regiões insulares na aplicação de regras de sustentabilidade e transição energética. A empresa procura um navio mais eficiente em termos ambientais e de consumo de combustível, mas uma solução totalmente elétrica é considerada inviável devido às limitações tecnológicas e à necessidade de múltiplas viagens diárias e manutenção no continente.
Perdigão Santos destacou ainda a importância da ligação marítima como alternativa ao aeroporto e como resposta de contingência, defendendo que as novas regras ambientais devem ser adaptadas à realidade das regiões ultraperiféricas, para não sobrecarregar operações de menor escala com grandes investimentos.